quinta-feira, 29 de setembro de 2011

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Andrea Solario - Salomé com a cabeça de João Batista
Andrea Solario – Salomé com a cabeça de João Batista
Caravaggio - Judith degola Holofernes
Caravaggio – Judith degola Holofernes

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Arte Barroca na EuropaEssa intensidade dramática do Barroco está bem exemplificada na pintura de Rubens. Esse pintor flamengo, que viveu de 1577 a 1640, é considerado um dos maiores expoentes de todo o Barroco e um dos maiores gênios da pintura de toda a História da Arte.

Entre suas obras, podemos citar como pintura de tema mitológico o quadro “O Rapto das Filhas de Leucipo”. De tema religioso, “Sansão e Dalila”, da passagem bíblica do Velho Testamento. E, como exemplo de pintura que exalta a nobreza, temos a série de quadros sobre a vida de Maria de Médici, feitos por encomenda para a rainha-mãe e regente da França. Nos estados protestantes, a pintura barroca assumiu características diferentes. O Coroamento de Cristo, Van Dyck, 1620, Flandres, exposto em MadridComo nesses países havia condições favoráveis à liberdade de pensamento, a investigação científica iniciada no Renascimento pôde prosseguir, permitindo assim a confecção de quadros como “A aula de anatomia do Dr.Tulp”, de Rembrandt. A força da burguesia nesses estados – e especificamente na Holanda – levou a pintura aos temas burgueses e de cenas da vida comum, como “A Ronda Noturna”, também de Rembrandt. 


Uma característica marcante da pintura barroca em geral é o efeito de ilusão buscado pelos artistas. Isso se manifesta claramente nas pinturas feitas em tetos e paredes de igrejas ou palácios. Os artistas pintam cenas e elementos arquitetônicos (colunas, escadas, balcões, degraus) que dão uma incrível ilusão de movimento e ampliação de espaço, chegando, em alguns casos, a dar a impressão de que a pintura é a realidade e a parede, de fato, não existe. 


Outra característica da pintura barroca é a exploração do jogo de luz e sombra, como se pode observar, por exemplo, na obra do pintor italiano Caravaggio, que teve vários seguidores, dentro e fora da Itália.


Embora tenha o Barroco assumido diversas características ao longo de sua história, seu surgimento está intimamente ligado à Contra-Reforma. A arte barroca procura comover intensamente o espectador. Nesse sentido, a Igreja converte-se numa espécie de espaço cênico, num teatro sacrum onde são encenados os dramas.


Contrariamente à arte do Renascimento, que pregava o predomínio da razão sobre os sentimentos, no Barroco há uma exaltação dos sentimentos, a religiosidade é expressa de forma dramática, intensa, procurando envolver emocionalmente as pessoas. Além da temática religiosa, os temas mitológicos e a pintura que exaltava o direito divino dos reis (teoria defendida pela Igreja e pelo Estado Nacional Absolutista que se consolidava) também eram freqüentes. 


De certa maneira, assistimos a uma retomada do espírito religioso e místico da Idade Média, numa espécie de ressurgimento da visão teocêntrica do mundo. E não é por acaso que a arte barroca nasce em Roma, a capital do catolicismo.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

BARROCO NA EUROPA


Barroco na Europa

Alguns países e seus pintores

Valéria Peixoto de Alencar*
Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação
O surgimento da arte denominada "barroca" ocorreu no século 17, na Itália, provocado por uma série de mudanças econômicas, sociais e, principalmente,religiosas.

Um importante pintor barroco italiano foi Michelangelo Caravaggio (1571-1610). Em suas pinturas podemos perceber as características marcantes do barroco, que, na Itália, foi impulsionado pela reestruturação da Igreja Católica.

Da Itália, o barroco se difundiu pela Europa, manifestando-se de maneiras diferentes em cada país, mas preservando suas características básicas: a teatralidade da obra, o contraste claro-escuro, o realismo, o conflito, o forte apelo emocional, os temas míticos ou religiosos e as cenas cotidianas.

Espanha


Na Espanha, o barroco se desenvolveu principalmente na arquitetura, nos entalhes e nas decorações requintadas das construções, fossem religiosas ou não. Na pintura, teve forte influência do barroco italiano, com predomínio do realismo. O principal pintor barroco espanhol foi Diego Velázquez (1599-1660).


Reprodução
Diego Velázquez, Velha fritando ovos, 1618, óleo s/ tela

Observe no quadro Velha fritando ovos como o pintor consegue realçar as expressões faciais e a teatralidade da cena, ainda que se trate de um acontecimento banal do cotidiano. Neste caso, a expressividade é alcançada por meio de um grande domínio da representação da luz e da sombra, técnica imprescindível na pintura barroca.

Velázquez é muito conhecido por seu quadro As meninas e por pinturas retratando a realeza, pois ele era um dos pintores da corte do rei Felipe 4º, mas nunca deixou de retratar pessoas humildes.

Holanda


Durante o século 17, a Holanda passava por um grande período de desenvolvimento econômico.

Diferente da Itália e da Espanha, que eram países católicos, o protestantismo holandês trouxe algumas dificuldades para os artistas no que se refere à representação de cenas religiosas, mas não as impediu. Tais dificuldades, no entanto, acabaram por gerar belíssimos retratos, paisagens e naturezas-mortas.

Descritivo e realista, o artista holandês não se preocupava com padrões de beleza clássicos, preferindo retratar cenas do cotidiano. Dois importantes pintores do barroco holandês (também chamado barroco flamengo) foram Peter Paul Rubens (1577-1640) e Rembrandt van Rijn (1606-1669).


Reprodução
Rembrandt, A Sagrada Família, 1635, óleo s/ tela

Observe no quadro A Sagrada Família a luminosidade que é dirigida para as figuras de Maria e do Menino Jesus. Rembrandt conseguiu reproduzir em suas telas uma gradação de claridade nunca vista até então

o barroco europeu

O Beijo de Judas / Giotto

Entre os anos de 1200 a 1400 a pintura européia pode ser caracterizada pela libertação de duas influências dominadoras: a dos mosaicos e ícones bizantinos, muito convencionais e rígidos; e a das miniaturas – ilustrações feitas à mão dos livros medievais.


À medida que a sociedade européia começa a emergir da economia agrária e artesanal da Idade Média, para alcançar a economia manufatureira e mercantilista da Renascença, começam também a desaparecer as formas artísticas correspondentes que na pintura se expressavam justamente pelos estilos românico e bizantino.


O pintor gótico do norte da Europa era bastante analítico e, pela veemência do sentimento religioso, muito simbólico e formador de imagens da realidade. Porém estava voltando gradualmente à observação da natureza, à representação realista do mundo à base de sensações. Não era mais o místico bizantino ou românico que representava a realidade à base de idéias religiosas carregadas de simbolismo. Voltou a transmitir a ilusão de espaço e do volume, aplicando a perspectiva, o claro e o escuro, assim com maior realismo na paisagem e nos movimentos do corpo.


Na última fase da pintura gótica, nos anos de 1400 a 1500, apareceram os pintores pré-renascentistas. Distinguiam-se pela progressiva libertação do convencionalismo bizantino e da minúcia oriunda das miniaturas. Os italianos Giotto (1266-1336) e Masaccio (1401-1428) antecipam essa libertação.


Na transição da pintura gótica para a pintura renascentista ocorreram acontecimentos de enorme conseqüência na técnica de pintar: descobriram e aperfeiçoaram a pintura a óleo dissolvidas no óleo de linhaça.


Giotto
A pintura gótica tem as mesmas características da pintura bizantina e românica e é, na sua maior parte, substituída pelo vitral, maravilhosa criação do espírito medieval.

A arte gótica é também chamada de Arte das Catedrais ou arte das Ogivas. Surge no final do século XII, na França. É Uma fusão de elementos clássicos, bizantinos e bárbaros.


Giotto é um dos maiores representantes do estilo gótico. Sua principal característica é a aproximação dos santos com a do ser humano. Assim, a pintura de Giotto dá uma humanização do mundo até a chegada do Renascimento.


Suas maiores obras são os Afrescos da Igreja de São Francisco de Assis na (Itália) e Retiro de São Joaquim entre os Pastores.


Observe no quadro A Sagrada Família a luminosidade que é dirigida para as figuras de Maria e do Menino Jesus. Rembrandt conseguiu reproduzir em suas telas uma gradação de claridade nunca vista até então.

O Barroco na Europa


As obras dos artistas barrocos europeus valorizam as cores, as sombras e a luz, e representam os contrates. As imagens não são tão centralizadas quanto as renascentistas e aparecem de forma dinâmica, valorizando o movimento. Os temas principais são: mitologia, passagens da Bíblia e a história da humanidade. As cenas retratadas costumam ser sobre a vida da nobreza, o cotidiano da burguesia, naturezas-mortas entre outros. Muitos artistas barrocos dedicaram-se a decorar igrejas com esculturas e pinturas, utilizando a técnica da perspectiva.
As esculturas barrocas mostram faces humanas marcadas pelas emoções, principalmente o sofrimento. Os traços se contorcem, demonstrando um movimento exagerado. Predominam nas esculturas as curvas, os relevos e a utilização da cor dourada.
O pintor renascentista italiano Tintoretto é considerado um dos precursores do Barroco na Europa, pois muitas de suas obras apresentam, de forma antecipada, importantes características barrocas.
Podemos citar como principais artistas do barroco: o espanhol Velásquez, o italiano Caravaggio, os belgas Van Dyck e Frans Hals, os holandesesRembrandt e Vermeer e o flamengo Rubens.